A relação do brasileiro com o transporte público em 5 fatos

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Em quatro anos, a percepção dos brasileiros sobre a qualidade do transporte público oferecido em todas as regiões do país piorou. É o que revela a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita pelo Ibope, que acaba de ser lançada.

Os problemas de capilaridade e frequência do serviço lideram no número de queixas.

Para 50% dos que nunca ou raramente usam o serviço, o transporte público seria melhor se a oferta de linhas alcançasse todas as regiões da cidade e que os veículos não atrasassem tanto, por exemplo.

Confira, em 5 gráficos, como os brasileiros usam e avaliam o transporte público:

1. Usar transporte público está pior no Brasil 

Pelo menos, segundo a avaliação dos entrevistados pela pesquisa da CNI. Para 70% deles, a qualidade do transporte público varia de regular a péssimo. Há quatro anos, metade compartilhava tal opinião.

A pesquisa revela que, na prática, apenas um quarto dos entrevistados avaliam de maneira positiva a modalidade – em 2011, eram mais de 30% dos brasileiros neste grupo.

As regiões Norte e Centro-Oeste lideram no número de queixas. Nesses locais, metade dos moradores entrevistados pela sondagem avalia o transporte público como ruim ou péssimo. Na região Sul, em contraste, 31% consideram a modalidade como ótima ou boa.

EXAME.com/Montagem

Qualidade do transporte público por região

2. Quem usa ônibus passa mais tempo no trânsito 

De acordo com a pesquisa, os usuários de ônibus são os que gastam mais de duas horas por dia em seus deslocamentos diários. Veja gráfico:

Montagem/EXAME.com

Tempo deslocamento diário - Transporte

Ao todo, 31% dos brasileiros gastam mais de uma hora por dia em seus deslocamentos diários – em 2011, 26% dos entrevistados integravam tal grupo.


3. Um quarto dos brasileiros usa ônibus para ir ao trabalho

No total, quase 40% dos entrevistados pela pesquisa usam o transporte público para chegar ao trabalho. O carro está na terceira posição: 19% dos profissionais usam veículo próprio para se deslocar. Veja as principais modalidades:

EXAME.com/Montagem

Principal meio de transporte para ir ao trabalho

4. Nas cidades pequenas, brasileiros preferem andar a pé

Mais de 40% dos brasileiros que vivem em cidades com até 20 mil habitantes andam a pé. Nos municípios com mais de 100 mil moradores, o transporte público é a preferência de 35% das pessoas.

Montagem/EXAME.com

Porte da cidade e modalidade de transporte -

5. Homens usam mais carro dos que as mulheres

O carro é a modalidade de transporte mais usada pelos homens brasileiros, segundo a pesquisa. As mulheres, por sua vez, andam mais de ônibus e a pé:

EXAME.com/Montagem

Meio de transporte por gêneroAs entrevistas foram realizadas entre 5 e 8 de setembro, com 2.002 pessoas de 142 municípios brasileiros.

Fonte: Exame

Multas para quem invade faixa de ônibus sobem 271%

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Foram mais de 838 mil autuações nos seis primeiros semestres de 2015 na capital paulista

Por: Caio Colagrande
caio.castro@diariosp.com.br

Entre 2013, primeiro ano da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT),  e 2015, explodiram as multas por dirigir sobre a faixa exclusiva de ônibus em São Paulo. De acordo com dados da Lei de Acesso à Informação, só nos seis primeiros meses deste ano foram mais de 838 mil autuações para motoristas por infrações desse tipo. No mesmo período de 2013 foram 225 mil punições a condutores infratores – ou seja, um crescimento de 271%.

A diferença para 2014 também é grande: 527 mil anotações de janeiro a junho, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Já os números mensais mostram, em média, 37,6 mil multas anotadas pelos agentes de trânsito em 2013. Em 2015, esse número saltou para 139,7 mil. Como as multas aplicadas nesse período foram no valor antigo (veja mais ao lado), pelo menos R$ 4,46 milhões foram arrecadados pela Prefeitura só nesse tipo de infração.

De acordo com o especialista em trânsito Valmir Fernandes, do Ceat (Centro de Estudos Avançados de Trânsito), existem duas explicações para a alta. “Houve um aumento na fiscalização, com os agentes da SPTrans também anotando infrações dos motoristas.”

A segunda hipótese é a cultural falta de respeito no trânsito. “O que existe é o desrespeito à legislação. Acho que boa parte dos motoristas cometem muitas infrações porque não acreditam na fiscalização. Fala-se muito da indústria da multa, mas os motoristas também colaboram bastante.”

Na visão de quem usa a faixa todos os dias legalmente, seria possível a convivência entre ônibus e carros. Essa é a opinião do motorista  de ônibus Mauro Marques Mareco, de 56 anos. “Falta educação no trânsito. Acho que as pessoas deveriam fazer o possível para colaborar no trânsito. Deveríamos orientar as pessoas já na escola.”

PEGADINHA/ Há casos, porém, nos quais o motorista é surpreendido por falhas de sinalização. “Principalmente nos bairros, a via ficou mais afunilada. Aí o carro invade mesmo a faixa de ônibus”, disse Mauro, saindo em defesa dos colegas que estão nos carros.

Na Avenida São Miguel, por exemplo, na Zona Leste, a faixa exclusiva funciona  entre 17h e 20h. Porém, a operação muda logo adiante e, sem avisar o motorista com antecedência, passa a funcionar das 6h às 20h. Alguns metros depois, a faixa termina. Ontem, a reportagem flagrou pelo menos dois automóveis trafegando por ali no horário restrito.

Já na Avenida Cruzeiro do Sul, em Santana, Zona Norte, também falta sinalização para indicar a existência de uma faixa dupla bem em frente ao terminal de ônibus do bairro. Tanto os motoristas que acessam lateralmente a avenida, quanto os que já estavam nela,  se deparam com duas faixas exclusivas, sem aviso prévio.

Nesses casos, segundo Fernandes, a aplicação de multas é ilegal. “Todas as faixas de devem ser sinalizadas, explicando o horário em que funcionam”, disse. “O Código de Trânsito diz que, quando falta sinalização, não se pode multar.”

MOTORISTAS DE ÔNIBUS RECLAMAM DE DESRESPEITO DOS MOTORISTAS/ É unânime: na opinião dos motoristas de ônibus, atrapalha – e muito – a presença do carro nas faixas exclusivas.

O condutor André Júnior, de 42 anos, acredita que  tudo uma questão de segurança. Ele diz já ter até se envolvido em um acidente com um carro que estava onde não deveria. “Às vezes você está na faixa ou no corredor, e o carro está parado ao lado. De repente ele sai, sem aviso. Para isso terminar em colisão é rapidinho”, afirmou.

Já o motorista José Ferreira, 63, reclama da pressa com que os carros andam hoje na capital paulista. “Na hora da pressa, os carros invadem mesmo, o que passa na cabeça eles fazem. Se você buzina, te respondem com algum gesto (mal educado). E tem hora que atrapalha muito, porque você poderia já estar em outro ponto”, lamentou.

Quem se sentir prejudicado tem direito a entrar com recurso. “Já que foi feita a autuação, deve-se fazer um recurso explicando que no local há defeito de sinalização e, se possível, incluir fotos comprovando isso”, explicou o especialista.

RESPOSTA DA CET/ De acordo com a CET, o maior número de fiscais atuando nas ruas foi o principal responsável pelo considerável aumento das multas. “Entre os fatores que explicam o crescimento no número de autuações, além do descumprimento do Código de Trânsito Brasileiro por parte dos motoristas, está o rigor da fiscalização, em especial quanto à invasão de faixas exclusivas e corredores de ônibus”, afirmou em nota. “Para a fiscalização, há 1.850 agentes da CET, 690 da SPTrans, além de 4.200 Guardas Civis Municipais. No início da atual gestão, eram 467 locais fiscalizados por radar, atualmente são 890 localidades. Os equipamentos podem monitorar, de acordo com a característica do local, a velocidade, desrespeito a semáforo, rodízio, restrição a circulação de caminhões e veículos de fretamento”, completou. A CET explicou ainda que, com as faixas , aumentou as velocidades dos coletivos e caiu o índice de congestionamento em toda a cidade de São Paulo.

Fonte: Diário de São Paulo

Bilhete a desempregado passará por análise, diz Haddad

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São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta sexta-feira, 9, que o projeto de “bilhete especial do desempregado”, aprovado na Câmara Municipal na última quarta-feira, 7, passará por uma análise de impacto orçamentário.

Haddad citou o passe livre, benefício que já é garantido pela Prefeitura a estudantes e idosos, com gratuidade de tarifa de ônibus.

“Tudo o que gera despesas extras, para ser aprovado e sancionado, precisa ter análise de impacto. Não sei dizer, nem saberia estimar, qual é o impacto dessa decisão para as contas públicas”, afirmou Haddad.

O papel da Secretaria Municipal dos Transportes, segundo o prefeito, será o de verificar se há “espaço orçamentário” para a gratuidade da tarifa aos desempregados da capital.

“São 300 mil beneficiários entre 60 e 65 anos que agora têm (gratuidade). São quase 500 mil estudantes que têm passe livre. Ou seja, 800 mil pessoas deixaram de pagar tarifa em São Paulo. Quantos são essa população (de desempregados) eu não saberia estimar”, disse o prefeito.

O Projeto de Lei (PL) 842/2013 é de autoria dos vereadores Mário Covas Neto (PSDB) e Toninho Vespoli (PSOL) e segue para sanção do prefeito. O cartão concede gratuidade no transporte público municipal aos que se encontram em situação de desemprego na capital.

O bilhete tem validade de 90 dias. Os beneficiados terão que comprovar que foram demitidos sem justa causa no período mínimo de um mês e máximo de seis meses.

Fonte: Exame.com

Viagem de ônibus está mais segura este ano

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Acidentes com vítimas na capital paulista registraram queda de 10%, em comparação com 2014

Por: Eduardo Athayde
eduardo.athayde@diariosp.com.br

Os acidentes de ônibus com vítimas na capital paulista registraram queda de 10%, segundo dados da SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal). A redução é vista quando comparada à quantidade de ocorrências do tipo entre janeiro e setembro de 2014 com o mesmo período deste ano.

Segundo a gestão de Fernando Haddad (PT), nos nove primeiros meses de 2014 ocorreram 1.115 acidentes e 527 atropelamentos. No mesmo período deste ano foram 1.040 e 425, respectivamente.

Quando analisados os acidentes em geral, como, por exemplo,  uma ralada na lataria do veículo, os dados também apontam uma diminuição.

De acordo com a SPUrbanuss (sindicato que representa os donos das viações), no primeiro semestre de 2013 as empresas concessionárias registraram cerca de 5 mil acidentes de todos os tipos. No mesmo período de 2014, o total de casos caiu para 4,7 mil, o que equivale a uma redução de 6%.

Ainda conforme a entidade patronal, os registros das concessionárias também apontam que 70% dos acidentes envolvendo os veículos do transporte urbano não são de responsabilidade dos operadores (motoristas ou empresas) e ocorreram por causas divergentes, sendo a maioria delas a imprudência de terceiros.

“Houve uma melhora no transporte público municipal, com a expansão  da  implantação dos espaços de circulação exclusivo para os ônibus, como as faixas e corredores. Porém, é preciso zerar esses números”, disse o diretor de comunicacão da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves.

A SPTrans atribui a queda a curso preventivos  ministrado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública junto ao Instituto de Criminalística da Polícia Científica em São Paulo.

“Caso seja comprovado que o motorista não dirigia defensivamente, ele  é afastado preventivamente da operação e bloqueado no Cadastro de Operadores”, informou. Além disso,  “o motorista só poderá voltar a conduzir novamente após reciclagem no curso de Direção Defensiva.”

Mesma razão aponta a SPUrbanuss para a melhora nos dados. “Todos os motoristas passam, obrigatoriamente, a cada seis meses, por treinamento intensivo”, disse o sindicato.

Multas a coletivos também diminuiu 10%

Segundo a SPTrans, em 2015, entre janeiro e setembro, foram registradas 79.338 multas às operadoras do sistema municipal de transportes, ante 88.184 autuações no mesmo período do ano anterior, o que equivale a uma redução de 10%.

14.000 sãoo os motoristas na capital

SPTrans atribui queda a contato com viações

De acordo com a SPTrans, a diminuição de infrações “é resultado de um amplo programa implantado pelo órgão e que desenvolve ações como realização periódica de reuniões entre a empresa gestora e representantes de cada empresa, apresentação de dados estatísticos e relatórios de acompanhamento.”

Apesar da queda, batidas ainda assustam usuários

Em 24 horas, dois ônibus se envolveram em acidentes na capital. Na segunda-feira, um coletivo bateu em um poste na Rua Paulo Faria, Tucuruvi, Zona Norte. O motorista ficou levemente ferido. Na terça-feira, um outro ônibus também colidiu em um poste, na Avenida Roque Petroni Júnior, Zona Sul. Não houve feridos.

Segundo a própria SPTrans, a capital registra um acidente de ônibus a  cada 54 mil quilômetros percorridos pela frota.

Na avaliação de Valdemir de Jesus, integrante da diretoria do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo, a queda nos acidentes envolvendo ônibus em 2015 tem como uma das razões o trabalho de conscientização desenvolvido pela entidade dentro das garagens.

“A gente aumentou o trabalho de panfletagem, de boca a boca, de aprendizado do motorista sobre a maneira correta de dirigir. Os efeitos estão começando a surgir agora”, afirmou.

Apesar dos números positivos,  os motoristas enxergam com ressalvas as melhorias na segurança ao dirigir. Há seis meses, Antônio Liberato de Almeida, de 59 anos,  conduz um biarticulado de 23 metros de comprimento e três metros de largura, que liga a Freguesia do Ó, Zona Norte, à Barra Funda, Zona Oeste. Para ele, o tamanho do ônibus é uma das principais dificuldades no dia a dia. “Muitas vias ainda não estão preparadas para receber um ônibus tão grande. Preciso dirigir com a minha atenção redobrada”, afirmou.

Disputa com táxi/ Para o motorista Rodrigo Máximo, 30, que dirige um ônibus que faz uma linha que liga Perus, Zona Norte, a Barra Funda, Zona Oeste, as faixas e corredores de ônibus ajudaram na redução de acidentes, mas a presença de táxis em determinados horários do dia no espaço exclusivo atrapalha a fluidez dos coletivos e eleva os riscos de acidentes.

“A maioria dos  taxistas fazem o que querem sem se preocupar com as consequências. A faixas e corredores deveriam ser absolutamente exclusivas para os ônibus”, defendeu.

Fonte: Diário de São Paulo

Câmara Municipal aprova ‘bilhete único’ para desempregado

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Beneficiário precisará comprovar que não foi demitido por justa causa e que está sem trabalho há, no mínimo, um mês

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta quarta (7) o bilhete especial do desempregado, que concede gratuidade no transporte público municipal por 90 dias a quem perdeu o emprego. O Projeto de Lei é de autoria dos vereadores Mário Covas Neto (PSDB) e Toninho Vespoli (PSOL).

Para obter o benefício, o interessado precisa comprovar que não foi demitido por justa causa e que está desempregado há no mínimo um mês e no máximo seis meses, nos moldes do que existe no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O projeto vai agora para sanção do prefeito Fernando Haddad.

Fonte: Veja São Paulo

Haddad aumenta valor do subsídio para empresas de ônibus em 2016

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Repasse do valor das tarifas vai passar de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,9 bilhão.
Prefeito de SP diz que calendário eleitoral não coordena ações.

No projeto de lei do Orçamento de 2016 enviado à Câmara Municipal de São Paulo nesta quarta-feira (30), o prefeito Fernando Haddad (PT) aumentou o valor dos subsídios para as empresas de ônibus. Com isso, R$ 1,9 bilhão devem ser repassados para as tarifas em 2016.

O Orçamento inicial de 2015 destinou R$ 1,7 bilhão às empresas de ônibus, mas o valor foi atualizado ao longo do ano e caiu para R$ 1,4 bilhão, ou seja, mais de R$ 500 milhões de diferença.

Haddad negou que já tenha decidido sobre o possível congelamento do valor da tarifa de ônibus no ano que vem. Apesar do reajuste supor um congelamento das tarifas de ônibus em R$ 3,50, Haddad discordou e disse que tem feito um política metropolitana e que as decisões de aumento são tomadas em conjunto com o governo do estado e demais municípios.

“Na verdade tem dois fatores que precisam ser considerados: primeiro, que a gente tem feito uma política metropolitana que inclui inclusive o governo do estado, as decisões sobre tarifa de transporte público têm sido organizadas mediante conversas entre prefeitos e entre o prefeito e o governador. Então, as decisões têm sido tomadas na mesma data criando uma política metropolitana e não uma política casuística, em função de calendário ou de partidarização”, destacou.

“A segunda variável importante é que nós devemos lançar o edital de licitação esse mês, isso pode ter impacto sobre o orçamento do mês que vem dependendo como se desdobrar”, declarou.

O prefeito ressaltou que o calendário eleitoral não coordena suas ações. “A questão do calendário político não tem sido a tônica das decisões.São Paulo, especificamente está em uma situação peculiar, está em curso um processo”, afirmou.

Reajuste
No ano passado, as tarifas das passagens de ônibus, trens e Metrô de São Paulo ficaram mais caras na mesma data. Em janeiro, a tarifa passou de R$ 3 para R$ 3,50.

O reajuste de R$ 3 para R$ 3,50 acontece um ano e meio após os protestos de junho de 2013, que fizeram a Prefeitura e o governo do estado revogarem um aumento de R$ 0,20 determinado naquele ano. Dessa forma, a tarifa permanecia no valor de R$ 3 desde 2011.

Fonte: Globo.com

Mais da metade dos paulistanos acessa a internet no transporte, diz pesquisa

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Uma pesquisa feita pelo ConsumerLab, da Ericsson, mostra que 53% dos paulistanos acessam a internet no transporte público ou privado. O estudo, batizado de “Passageiros Esperam Mais”, analisou o uso de dispositivos móveis no transporte em centros urbanos como São Paulo, Londres, Xangai e Nova York, comprovando que a popularização de smartphones tem feio com que as pessoas usem cada vez mais para otimizar o tempo que passam no transporte.

Na capital paulista, 51% dos usuários trocam SMS, emails ou mensagens por apps; 48% navegam pela internet e 39% usam redes sociais. Mas o maior crescimento vem dos serviços de streaming de música, como o Spotify e o Apple Music: 50% ouvem esse tipo de música enquanto dirigem e 53%, enquanto andam de ônibus.

Qualidade da internet 

Outro ponto analisado pelo relatório diz respeito ao nível de satisfação da cobertura móvel no transporte público (ônibus, trem, metrô, táxi, etc). Em São Paulo, 47% dos usuários estão satisfeitos com a rede móvel quando o objetivo é acessar a internet e as redes sociais. Já quando eles querem assistir vídeos, a porcentagem de satisfação é de 39%.

“Em todas as metrópoles analisadas, os usuários entrevistados gastam, semanalmente, 20% mais tempo se deslocando pela cidade do que em momentos de lazer. Estar conectado durante o trajeto, então, é considerado um requisito básico e uma forma de socialização. Mas, a cobertura de rede móvel no transporte urbano, muitas vezes, não está atendendo às necessidades desse consumidor”, afirma Julia Casagrande, especialista do Ericsson ConsumerLab na América Latina.

Fonte: Olhar Digital

Linhas de ônibus da madrugada transportam 5 milhões em 6 meses em SP

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Implementada em fevereiro, a rede noturna de ônibus municipais da Prefeitura de São Paulo transportou 5 milhões de passageiros em seis meses, de acordo com uma pesquisa da São Paulo Transporte (SPTrans). O levantamento ouviu 1.440 usuários do serviço que utilizam 50 das 151 linhas disponíveis da meia-noite às 4 horas.

Os dados apontam que 44,7% dos passageiros transportados no período não utilizavam o transporte público no horário alegando “falta de oferta”. Em março, as linhas levaram 712 mil passageiros e, em agosto, 877 mil: aumento de 23%.

De acordo com a SPTrans, 78% utilizam as linhas para trabalhar, 17% no lazer e outros 3% para estudar. A maior parcela dos passageiros é formada por homens, que somam 65,1% do total. Já 52,6% dos usuários completaram, pelo menos, o ensino médio, e 42,9% são jovens entre 16 e 25 anos.

Fonte: Yahoo

Edital de licitação de ônibus deve sair ainda em setembro, diz Tatto

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Licitação vai reorganizar serviço de ônibus em SP pelos próximos 20 anos.
Consulta pública para colher dados e sugestões terminou em 31 de agosto.

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse nesta segunda-feira (14) que pretende lançar ainda em setembro o edital da licitação do sistema de ônibus de São Paulo. Ele afirmou que acredita ser possível concluir a licitação ainda durante a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT).

A licitação vai reorganizar completamente o serviço de ônibus da cidade pelos próximos 20 anos e trará alterações para os cerca de 10 milhões de passageiros que usam o serviço todos os dias. Tatto afirmou que tem feito reuniões diárias com a equipe responsável pela licitação para fazer os últimos ajustes. “Quero ver se termino agora no mês de setembro. Sob o ponto de vista do calendário, um processo de licitação você consegue terminar em dois ou quatro meses. Agora, vamos ver o que vai acontecer, se vai ter questionamento” , afirmou.

A consulta pública do edital para colher informações e sugestões antes da publicação do edital terminou em 31 de agosto. As licitações serão realizadas na modalidade concorrência, do tipo menor valor da tarifa de remuneração, para exploração, mediante concessão.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse em agosto que o principal ponto da nova licitação é a diminuição da taxa interna de retorno dos empresários.

“Essas questões são muito delicadas porque todo mundo quer opinar em função da importância do certame, o que é bem vindo. Mas nós também temos que exigir dos empresários que se adequam a nova realidade da cidade sobretudo no que diz respeito a taxa interna de retorno”, afirmou.

O objetivo da Prefeitura era lançar o edital até o fim deste ano. A licitação deveria ter sido feita em 2013, mas Haddad resolveu cancelar a disputa em meio aos protestos de rua pela suspensão do aumento de R$ 0,20 na tarifa dos ônibus e do Metrô. A licitação anterior, feita pelo governo Marta Suplicy, em 2003, foi prorrogada.

Após junho de 2013, a Prefeitura de São Paulo fez uma auditoria dos contratos de ônibus.  A empresa de consultoria Ernst&Young, contratada para o trabalho, concluiu que a Prefeitura de São Paulo tem potencial de economizar 7,4% dos gastos do atual contrato.

Divisão das linhas
As empresas que serão contratadas terão de oferecer linhas estruturais, regionais e locais. Já a cidade, que hoje é dividida em nove áreas que têm como marca uma determinada cor nos ônibus, passará a ter diferentes configurações dependendo do tipo de linha.

A rede “estrutural” será responsável por linhas que ocuparão as maiores avenidas da cidade e que ligarão os bairros da cidade e vão conectar a periferia ao Centro. Elas ocuparão, por exemplo, os grandes corredores de ônibus da cidade, como o das avenidas Santo Amaro e Nove de Julho. Neste serviço, a cidade estará dividida em quatro grandes regiões (Leste, Oeste, Norte e Sul). Essas regiões agrupam os 20 setores nos quais a cidade foi dividida para a licitação.

A cidade terá também uma rede que será chamada de “articulação regional”, que vai ligar bairros e centralidades de interesse regional e ainda bairros ao Centro sem passar pelas grandes avenidas do município. Além disso, uma rede de distribuição local atenderá a população nas ruas menores dentro dos bairros.

O projeto prevê aumentar a oferta de viagens em 24% e o número de assentos disponíveis em 13%. A cidade deve ganhar um número maior de ônibus de grande porte que circularão por faixas exclusivas e corredores. Linhas locais saindo dos bairros vão alimentar o sistema.

Tudo será controlado eletronicamente por dispositivos instalados nos ônibus e por um centro de controle (CCO) a ser construído pelas empresas. As ganhadoras da licitação serão aquelas que se propuserem a trabalhar com a menor taxa de retorno.

Embora não tenha todos os corredores exclusivos previstos prontos, a Prefeitura afirma que as faixas exclusivas já garantem velocidade acima de 20 km/h. As empresas ganhadoras da licitação também terão direito a ficar com as garagens hoje existentes desapropriadas pela Prefeitura. No total, a Prefeitura de São Paulo vai licitar 27 lotes para a iniciativa privada. Empresas estrangeiras poderão participar da disputa.

Fonte: G1 – Globo.com

Multas contra empresas de ônibus crescem 72% em São Paulo

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As multas contra empresas e permissionários do transporte público por descumprimento do número de partidas programadas pela Prefeitura cresceram 72,79% no primeiro semestre de 2015, em comparação com o mesmo período de 2014. Nos seis primeiros meses do ano, a São Paulo Transporte (SPTrans) aplicou 21.437 dessas notificações, ante 12.406 no ano passado. Essa irregularidade representa três em cada dez infrações registradas entre janeiro e junho.

Quando os ônibus deixam de partir, os passageiros sentem o reflexo, com lotação nos pontos e ônibus superlotados. A infração aparece em primeiro lugar no ranking da SPTrans, seguida de outra irregularidade que prejudica a frequência das linhas: o descumprimento do intervalo de ônibus, com 10.369 notificações. No edital da nova concessão do transporte público, a Secretaria Municipal de Transportes quer punir em 40% da remuneração as empresas que deixarem de cumprir as viagens. Hoje, a multa que a SPTrans aplica para cada uma dessas infrações é de R$ 360.

Segundo especialistas em transportes não é possível atribuir a irregularidade apenas às empresas e permissionários, uma vez que o trânsito da cidade aumenta a cada ano e os prestadores do serviço público não podem administrar o viário da capital, uma responsabilidade que é exclusiva da Prefeitura.

Com mais congestionamento, os veículos demoram mais para passar nos locais de embarque e desembarque. Como consequência, fazem uma quantidade menor de partidas programadas. “É como chegar no metrô e não ter trem. Aumenta o intervalo, afeta o tempo de espera e, depois, causa superlotação porque tem menos veículos passando por hora”, diz o mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP) Horácio Augusto Figueira.

É a mesma visão do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP-Urbanuss). “O cumprimento das partidas depende de fatores que, rotineiramente, são alheios à operação: congestionamentos, acidentes nas vias, obras públicas, interrupção de vias por manifestações, quebras de semáforos”, enumera a entidade, em nota. O sindicato patronal afirma ainda que “não tem preocupação com a vinculação da remuneração pelos serviços prestados com a colocação da frota em operação”, desde que não haja penalizações por “intempéries” do trânsito paulistano.

A SPTrans explica que o aumento no primeiro semestre de notificações por descumprimento de viagens programadas também se deve a uma revisão na metodologia de acompanhamento das linhas dentro dos terminais de ônibus “com o objetivo de reduzir os intervalos e garantir maior índice de viagens”.

No ponto

Os atrasos afetam o dia a dia de pessoas como a empregada doméstica Analice Braga, de 52 anos, que acorda às 4 horas diariamente para tomar um ônibus no Parque Residencial Cocaia, extremo sul de São Paulo, com destino à Praça da Sé, no centro. “Chego no ponto pouco antes das 5 horas e já está cheio, com fila de gente na rua. Quando o ônibus encosta, parte superlotado”, afirmou. Entre as 5 horas e as 6 horas, a linha deve fazer seis viagens. Mas afirma que “não é raro” haver menos partidas.

Até nos corredores, onde se preveem mais viagens e mais rápidas, também se sente o problema. O auxiliar administrativo Carlos Roberto da Silva, de 34 anos, diz que já chegou a esperar 40 minutos na Avenida Rebouças, zona oeste. “Os ônibus ficam presos no trânsito do centro. A espera é tanta que tem fila para entrar.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Diário do Grande ABC