Aumento na tarifa de integração em São Paulo começa a valer no próximo sábado

Publicado dia

Após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou o reajuste das tarifas do transporte público do estado de São Paulo, o governo estadual anunciou hoje (10) que os novos preços passarão a valer no próximo sábado (15). Serão reajustadas as novas tarifas para os usuários que fazem a integração entre o Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com os ônibus da capital paulista.

O valor da integração para quem pega metrô ou trem e também um ônibus subirá de R$ 5,92 para R$ 6,80.

Na última sexta-feira (13), o STJ autorizou o reajuste.
Na última sexta-feira (13), o STJ autorizou o reajuste.

O valor dos bilhetes mensais também será alterado. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos do estado, o bilhete 24 horas (indicado para mais de quatro viagens em 24 horas) custará R$ 15 o comum e R$ 20 o integrado. O bilhete mensal passará a custar R$ 190 o comum (sugerido para mais de 50 viagens) e R$ 300 o integrado (sugerido para mais de 44 viagens).

“O desconto do bilhete Fidelidade, por sua vez, será de até 10,5%, de acordo com o número de viagens. O mesmo percentual será aplicado aos bilhetes Madrugador (Metrô, das 4h40 às 6h15; e CPTM, das 4h40 às 5h35); e Da Hora (das 9h às 10h, nas linhas 8, 9 e 5), ambos fixados em R$ 3,40”, acrescentou a secretaria.

Histórico

No começo do ano, o governador Geraldo Alckmin havia aumentado o preço do bilhete de integração com os ônibus e das passagens intermunicipais, mas uma decisão judicial tinha suspendido o reajuste sob o argumento de que a política tarifária era desigual, sendo mais prejudicial aos residentes de periferias distantes do centro da capital paulista. No entanto, na última sexta-feira (13), o STJ autorizou o reajuste.

Fonte: Isto É

Fraude no bilhete único aumenta 820% com esquema de crime organizado

Publicado dia

Força-tarefa dos governos estadual e municipal identificou a forma de fabricação de créditos falsos que replica estratégia de ‘biqueiras’ do tráfico

SÃO PAULO – A entrada de um esquema típico do crime organizado nas fraudes no bilhete único fez o número de cartões apreendidos ou cancelados pela Prefeitura de São Paulo subir 820% no último ano. Se o golpe antes se concentrava em pequenos pontos de recarga irregular, agora bandidos se organizam em um processo hierárquico que, embora em proporções menores, é comparado pela polícia à “hierarquia” do tráfico de drogas.

Dados obtidos pelo Estado, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), apontam que no ano passado houve 78.202 cartões apreendidos ou cancelados pelo sistema interno da São Paulo Transporte (SPTrans) por irregularidades e fraudes. Em 2015, 8,5 mil cartões haviam sido cancelados ante 3,8 mil em 2014 e 3,4 mil em 2013.

Os números incluem não apenas créditos falsos, mas também bilhetes com alguma gratuidade (estudante, idoso e pessoa com deficiência) usados de forma irregular. Segundo a SPTrans, a prática de recarga falsa começou a envolveu “volumes expressivos” em 2016. Foi neste ano que teve início a força-tarefa que integra os governos municipal e estadual, com SPTrans, Metrô e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além da ação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), para tentar entender como funciona a fraude.

Até agora, a polícia descobriu que o esquema começa com uma pessoa (ainda não identificada) que fabrica créditos falsos, usando um computador. Esses créditos são, então, transferidos pela internet para outros criminosos, que salvam essas recargas em notebooks e as revendem a outros bandidos – na analogia com o tráfico de drogas, esquema seria como o das “biqueiras” – em quantias que variam de R$ 10 mil a R$ 20 mil em créditos. Na sequência, a recarga falsa é feita nos bilhetes que são ofertados nas estações.

Segundo a polícia, no fim do dia, uma pessoa – geralmente um motoqueiro – faz a sangria e leva a maior parte do dinheiro, que varia entre R$ 600 a R$ 900 por estação. Essas informações foram coletadas depois de os policiais terem apreendido ao menos 23 notebooks e 2 mil cartões, além de ter detido 39 pessoas, segundo inquéritos analisados pelo Estado. Atualmente, há equipes policiais e das empresas de transporte tentando coibir a prática em todas as grandes estações da cidade.

Na maior apreensão desse tipo de crime já feita pela polícia, no ano passado, foram encontrados 452 cartões que, somados, tinham cerca de R$ 600 mil em créditos. Eles estavam na posse de quatro homens, três deles com passagem pela polícia. A suspeita é de que o quarto estivesse com eles para comprar os cartões, pois tinha cerca de R$ 4 mil em dinheiro.

Fiscalização. Sanar as fraudes no sistema é uma das bandeira da gestão do prefeito João Doria (PSDB), que quer repassar a administração do cartão para bancos privados. Pelo bilhete, circulam cerca de R$ 18 bilhões por ano. A SPTrans estima que existam 14,3 milhões de cartões ativos na cidade, mas não consegue precisar o tamanho do prejuízo com as fraudes.

Em nota, a Companhia do Metropolitano de São Paulo informou que “realiza constantes ações de fiscalização nas linhas de bloqueios das estações para evitar qualquer irregularidade, incluindo aquelas que envolvem o uso do bilhete único”. A CPTM informou que realiza fiscalizações “no limite das dependências”, “emite avisos sonoros e faz campanhas orientando os passageiros a só usarem postos oficiais” de compra.

Já a SPTrans destacou que a atual administração “encontrou um volume acentuado de fraudes” e adotou “uma série de medidas para intensificar fiscalização e combate às fraudes”. Em janeiro, a empresa anunciou o cancelamento de 9,9 mil bilhetes por suspeita de irregularidades. Mas ter o cartão bloqueado não é garantia de que houve algum problema. Em alguns casos, trata-se de erro da própria empresa.

Foi o que aconteceu com o produtor de vídeos Flávio Galvão de Morais, de 41 anos. Ele teve o cartão bloqueado há um mês e, segundo a informação que recebeu da SPTrans, o motivo era “suspeita de fraude”. “Eu nunca coloquei crédito em nenhum lugar que não fosse o próprio guichê ou as máquinas nas estações. E também não comprei o cartão de fora, mas na estação mesmo.”

Moraes se queixa que, desde o bloqueio, não conseguiu reaver os créditos que estavam em seu cartão. “A gente perde dia de trabalho por causa disso. E ainda tem de vir para essa central (da SPTrans, localizada na região central), que fica longe de tudo e, às vezes, nem consegue ser atendido”.

Procurada pela reportagem, a São Paulo Transporte informou que uma análise comprovou que não houve fraude no cartão de Moraes. Segundo a empresa, ele receberá um novo cartão com seus créditos.

Fonte: Estadão

Ônibus de São Paulo terão ‘fiscalização oculta’, afirma secretário

Publicado dia
Sérgio Avellaneda, Secretário dos Transportes de São Paulo.
Sérgio Avelleda, Secretário dos Transportes de São Paulo.

O secretário dos Transportes de São Paulo afirmou que a prefeitura da capital paulista vai implantar uma ”fiscalização oculta” dentro dos ônibus.

Sérgio Avelleda foi entrevistado na Rádio Bandeirantes por José Luiz Datena, no programa “90 Minutos”.

Segundo ele, os fiscais vão se passar por usuários para que os motoristas não saibam que estão sendo avaliados.

Avelleda não especificou quando a inciativa será colocada em prática, mas ressaltou que a ideia é punir condutores e empresas que cometam irregularidades.

Sobre o edital para manutenção dos mais de 6 mil semáforos da cidade, o secretário afirmou que a qualidade do serviço será elevada a um “novo patamar”.

As empresas escolhidas terão que garantir o funcionamento do equipamento por meio de “no break” em caso de falta de energia.

A reposição de cabos e fios roubados também será uma obrigação, destacou Sérgio Avelleda.

Lançado nesta quinta, o edital, no valor de 81 milhões de reais, terá 3 lotes e prevê que os semáforos apagados ou no amarelo piscante sejam consertados em até duas horas.

As empresas que não cumprirem o prazo estarão sujeitas a multas.

Fonte: Jornal Metro

Doria vai a Seul conhecer tecnologias de transporte

Publicado dia

Intenção é ‘importar’ o que dá certo lá a tempo de incluir novas ideias no processo de concessão do sistema municipal de ônibus

Sistema de ônibus de Seoul é todo conectado por tecnologia de gestão e operação.
Sistema de ônibus de Seoul é todo conectado por tecnologia de gestão e operação.

SÃO PAULO – O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vai à Coreia do Sul em abril para conhecer tecnologias aplicadas no transporte público de Seul, capital e maior cidade do país, com 25 milhões de habitantes. Diferentemente da agenda cumprida nos Emirados Árabes e no Catar, onde o tucano tentou vender seu pacote de desestatização, a intenção agora é “importar” o que dá certo lá a tempo de incluir novas ideias no processo de concessão do sistema municipal de ônibus, previsto para ter edital lançado neste semestre.

Para Doria, a capital coreana, uma das mais conectadas do mundo, é exemplo para a política de “cidade digital”. Comandado pelo governo metropolitano de Seul, o sistema de ônibus tem base em quatro configurações de linhas, identificadas por cores e integradas por grandes terminais expressos.

Os veículos são monitorados em tempo real por centrais que podem atrasar ou adiantar partidas, segundo a demanda. O sucesso do modelo passa por corredores de trânsito rápido, de linhas expressas (sem paradas intermediárias), conexões com o metrô e integração das tarifas.

Convite. Segundo a Prefeitura, a comitiva viaja a convite da prefeitura de Seul, onde Doria cumprirá agenda oficial. Desta vez, além do secretário de Relações Internacionais, Julio Serson, também vai Sérgio Avelleda, responsável pela pasta de Transportes e Mobilidade. Há interesse em visitar empresas ou startups com soluções inteligentes para o trânsito.

O grupo sai em 11 de abril e volta dia 15, no feriado da Páscoa. “Vamos estar com o prefeito de Seul e também entrar em contato com grandes empresas coreanas, tanto as que já têm representação em São Paulo, como Samsung, LG e Hyundai, como outras que têm curiosidade de se instalarem aqui. O objetivo, neste caso, é trazer investimentos para a cidade”, explica Serson.

Fonte: Estadão

Fraudadores do Bilhete Único afirmam ter ajuda de funcionários da SPTrans

Publicado dia

Fraudadores do Bilhete Único agem livremente em uma estação do Metrô e afirmam ter colaboração de funcionários da SPTrans.

A reportagem da Rádio Bandeirantes identificou um dos criminosos, que vendeu um bilhete com créditos para 60 viagens por “metade do preço”.

Segundo o golpista, um funcionário da SPTrans seria o “responsável” por recarregar os bilhetes fraudados.

Integrantes da quadrilha, pelo menos 5, agem em plena luz do dia abordando usuários do Metrô em frente aos guichês da estação Tatuapé, na zona leste.

A venda dos bilhetes é feita muito próximo a funcionários e seguranças da Companhia do Metropolitano.

Um bilhete carregado com R$ 240 em crédito, por exemplo, é vendido por R$ 120.

O secretário municipal de Transportes diz que por um fim às fraudes no Bilhete Único é “prioridade zero” da pasta. Sérgio Avelleda afirma ainda que se algum funcionário estiver envolvido no esquema será demitido e entregue à polícia.

Imagens de um dos fraudadores, em anexo, foram gravadas pela Rádio Bandeirantes e serão encaminhadas à prefeitura de São Paulo.

Assista ao vídeo da denúncia no site do Jornal Metro clicando aqui.

Fonte: Jornal Metro

SP: com tarifa congelada, nº de passageiros nos ônibus sobe pela 1ª vez em 4 anos

Publicado dia

Em janeiro deste ano, segundo dados da SPTrans, foram feitas 210 milhões de viagens

Pela primeira vez desde 2013, o mês de janeiro deixou de registrar queda no número de passageiros transportados pelos ônibus municipais da capital paulista. A interrupção nas quedas ocorre em meio ao congelamento do preço da tarifa de ônibus, mantida a R$ 3,80 neste ano.

A elevação é pequena, de 1,5%. Em janeiro deste ano, segundo dados da SPTrans, foram feitas 210 milhões de viagens nos coletivos da cidade. Em janeiro de 2016, foram 207 milhões.

O congelamento da tarifa — que, descontada a inflação, na prática torna a tarifa mais barata — vem resultando em gastos inéditos com subsídios ao transporte público. Até o dia 1º de março, a prefeitura já havia desembolsado R$ 407,7 milhões em subsídio para as empresas. Fora isso, até a mesma data, a empresa já tinha uma dívida acumulada de R$ 246 milhões com as empresas que operam o transporte público.

Questionada sobre as razões do aumento, a prefeitura considerou que janeiro deste ano teve mais dias úteis do que em 2016 — foram 22 contra 20. Mas não fez mais comentários.

Fonte: R7.com

Duas linhas de ônibus são criadas para desfile de carnaval no Anhembi

Publicado dia

Coletivos sairão das Estações Palmeiras-Barra Funda e Portuguesa-Tietê entre 17h e 1h, na sexta-feira, 24, e no sábado, 25

São Paulo-SP-Brasil- 05/02/2016 - Carnaval 2016 - Primeiro dia dos desfiles das escolas de samba do grupo especial de São Paulo, realizado no sambodromo do Anhembi. Na foto o desfile da Escola de Samba Unidos de Vila Maria. 05/02/2016- São Paulo, BRAZIL – CARNIVAL – Unidos de Vila Maria samba school parade, in the Anhembi Sambodromo for the carnival in São Paulo 2016. Foto: Rafael Neddermeyer/LIGASP/Fotos Públicas
Foto: Rafael Neddermeyer/LIGASP/Fotos Públicas

SÃO PAULO – Duas linhas de ônibus foram criadas para atender especificamente o público que vai ao desfile das escolas de samba no Anhembi, na zona norte de São Paulo. As linhas sairão das Estações Palmeiras-Barra Funda e Portuguesa-Tietê do Metrô entre 17 horas e 1 hora na sexta-feira, 24, e no sábado, 25.

Essas duas linhas também funcionarão no sábado seguinte, 4 de março, quando ocorrerá o desfile das escolas campeãs, segundo informou a São Paulo Transporte (SPTrans). Os ônibus cobrarão tarifa básica normal, de R$ 3,80.

Para a saída do desfile, o público terá disponível apenas as linhas do serviço noturno, que operam nos dias comuns na zona norte, a partir da meia-noite.

Desvios. As duas linhas  (9717/10 – Jardim Almanara/Metrô Santana e 9701/10 – Hospital Cachoeirinha/Metrô Santana) que circulam pela Avenida Olavo Fontoura, que dá acesso ao sambódromo do Anhembi, terão seus itinerários alterados nos dias 24, 25 e domingo, 26, por causa de interdições na via. Elas terão o trajeto alterado para a Avenida Brás Leme.

A SPTrans informou que ainda estuda reforçar o transporte na região caso seja necessário durante os dias de carnaval.

Fonte: Estadão

Gestão Doria quer abrir licitação para novo serviço de ônibus em maio

Publicado dia

Informação é do secretário de Transportes, Sérgio Avelleda, que afirma que construção e operação de corredores de ônibus deverá ser privatizada.

O secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, afirmou em entrevista ao SPTV que o edital para a contratação do novo serviço de ônibus da capital paulista deverá ser publicado em maio.

O atual serviço foi contratado em 2003 pela então prefeita Marta Suplicy. O contrato venceu em 2013 e desde então vem sendo renovado. O serviço de ônibus transporte cerca de 10 milhões de passageiros por dia em São Paulo.

A gestão João Doria revisa as 33 mil páginas do edital criado pela gestão Fernando Haddad (PT) e que não teve uma licitação concluída. Uma das diretrizes ainda indefinida é o prazo do contrato, que foi projeto para um período de 20 anos pela gestão Haddad. O edital sofreu constestações do Tribunal de Contas do Município e só foi liberado após vários meses de embargo.

Avelleda afirmou ao STPV que a construção e a operação dos corredores deverá ficar com a iniciativa privada. “O objetivo nosso é sempre alcançar a máxima eficiência econômica”, diz Avelleda.

O secretário afirmou ainda que outro objetivo é ganhar eficiência e reduzir custos eliminando linhas concorrentes.

Uma das regras da licitação será a necessidade de que os ônibus tenham wi-fi e ar-condicionado.

Segundo Avelleda, o serviço deverá estar funcionando no segundo semestre se a licitação transcorrer sem questionamentos na Justiça.

Clique aqui e veja a matéria do SPTV em vídeo. 

Fonte: Globo.com

Prefeitura de SP rebate jornal sobre gasto em dobro com subsídio de ônibus

Publicado dia

Em resposta à reportagem “No 1º mês, Doria gasta o dobro do previsto com subsídio aos ônibus” do jornal O Estado de S. Paulo, a SPTrans esclarece:

A reportagem “Prefeitura gasta o dobro do previsto com subsídio de ônibus”, publicada na edição do dia 16/2, erra ao dizer que houve gasto maior com subsídio para os ônibus no mês de janeiro. Mesmo após ter recebido explicações prévias da Prefeitura de que o valor de R$ 305 milhões refere-se ao subsídio de janeiro e fevereiro, o jornalista insistiu na tese equivocada e publicou a reportagem que induz a erro os leitores do jornal.

O valor do subsídio no mês de janeiro chegou a R$ 205 milhões, valor menor do que a média mensal paga no ano de 2016. Os outros R$ 100 milhões, informados na reportagem, referem-se ao mês de fevereiro. É no mínimo leviano a reportagem afirmar que há “descontrole das contas”. Ao contrário, a SPTrans assumiu a gestão com a obrigação de passar a pagar as empresas de ônibus em cinco dias úteis, quando, até dezembro de 2016, o prazo para o pagamento era maior, de até 10 dias. A SPTrans está agora negociando a melhor forma de remunerar essas empresas sem que haja maior impacto financeiro para a empresa. Trata-se de fazer gestão eficiente do dinheiro público em benefício do usuário do transporte público. Além disso, a SPTrans recebeu como herança dívidas que somam R$ 400 milhões com as empresas de ônibus. Portanto, o “descontrole das contas” foi o que a atual gestão encontrou ao assumir a empresa há 47 dias.

A nova administração vem adotando uma série de medidas de austeridade e eficiência para atender as prioridades da cidade mantendo o orçamento equilibrado. A SPTrans vem desenvolvendo esforços para combater as fraudes no Bilhete Único e reduzir os custos do sistema. Uma nova licitação do sistema de ônibus, que não foi feita nos quatro anos anteriores, já está sendo reeditada e é prioridade para sanear as contas do sistema.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Contra fraude, SPTrans anuncia troca de 15 milhões de bilhetes únicos

Publicado dia

Trocas deverão ocorrer após o mês de maio; secretário afirma que processo será feito de forma a evitar filas intermináveis

O secretário municipal de Transportes, Sergio Avelleda, anunciou nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, que todos os cartões de bilhetes únicos em poder dos usuários de ônibus, trens e metrô terão de ser trocados por cartões novos.

Ele estima que a troca comece ainda neste ano, após maio, mas garante que o processo será feito “com tempo” para evitar filas e tumultos em postos de atendimento. A estimativa é que a cidade tenha 15 milhões de bilhetes ativos (usados no último ano), mas o total de bilhetes emitidos até hoje, e que podem ter créditos, é da ordem de 30 milhões, ainda de acordo com o secretário.

O motivo é a constatação de que os códigos de segurança dos cartões foram quebrados e que golpistas estão fazendo recargas clandestinas nos cartões. A troca dos bilhetes é para combater as fraudes no sistema.

O secretário explicou que a Prefeitura já havia adquirido, no ano passado, um novo software para administrar o comércio de créditos do bilhete único, mas que o processo de instalação e de testes está atrasado. Só deve ficar pronto em maio. Quando os sistemas estiverem com sinal verde, terá início a etapa de troca dos cartões, por um modelo com códigos de segurança mais fortes.

“Toda a plataforma tecnológica será trocada por outra. O que a gente pode assegurar é que não haverá uma troca no curto prazo a ponto de gerar filas intermináveis e causar transtorno à população. Isso será ao longo do tempo. A estratégia vai ser elaborada mais para a frente. O software só chega em maio e provavelmente vai ter um período de testes longo”

Os técnicos da SPTrans ainda não conseguem estimar o total de valores desviados por meio da fraudes no sistema, que é bilionário — pelo bilhete único, circulam cerca de R$ 18 bilhões por ano. Embora já haja comprovações de que é possível recarregar o cartão com créditos que não vieram da SPTrans, a equipe da Prefeitura não tem como saber, apenas avaliando o sistema, quais são os cartões carregados ilegalmente.

A equipe também ainda não consegue responder se, da mesma forma que os clandestinos conseguem criar créditos fantasmas, a série de empresas que trabalham com a venda de créditos também poderia fazer operações ilegais.

Concessão. A troca dos cartões foi divulgada enquanto o prefeito João Doria (PSDB) está no Oriente Médio, buscando atrair investidores, e colocando a concessão do bilhete único como um dos possíveis negócios. Doria anunciou o banco de dados do bilhete único e a possibilidade de vendas cruzadas.

O secretário de Desestatização, Wilson Poit, disse na semana passada que a concessão do bilhete teria os bancos como possíveis interessados, primeiro porque os cartões poderia ampliar a base de clientes das instituições. Segundo que, assim como marcas de roupas, os cartões de ônibus poderiam ter agregados a eles bandeiras de cartões de crédito, por exemplo, e serem usados no comércio regular.

Segundo Avelleda, “se assinarmos o contrato de concessão, a responsabilidade da troca dos cartões será da concessionária”. O secretário afirmou que o investimento na reformulação do sistema já vinha acontecendo, assim ele não vê razão para suspender a ação por causa da possível privatização.

“Encontramos um contrato em execução e praticamente concluído. Não tem porque desprezar todo o investimento feito e não concluir. O concessionário vai decidir se fica com a plataforma nova ou se substitui. Ele poderá encontrar uma plataforma atualizada tecnologicamente e aí avançar”, disse.

“A licitação para a concessão do bilhete está na fase de estudos. Vamos ter audiência pública. Tem um edital muito complexo para ser publicado, não é uma coisa que se faça de uma semana para outra. Estamos trabalhando para atualizar o sistema e o concessionário ou recebe esse sistema atualizado e faz a troca (de cartões) ou já encontra com o cartões trocados e decide se fica com essa tecnologia ou se atualiza”, concluiu.

As falhas do bilhete único, que permitem a recarga fraudulenta, são conhecidas pelo menos desde 2012.

Fonte: Estadão