Com tarifa de ônibus congeladas por Doria, Metrô deve registrar fuga de passageiros em São Paulo

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Com a promessa do novo prefeito de São Paulo, João Doria, de congelar as tarifas de ônibus em 2017, o Metrô deve registrar uma fuga de passageiros, uma vez que não está nos planos do governador Geraldo Alckmin manter o valor das passagens.

Segundo o diretor financeiro do Metrô, José Carlos Nascimento, o estado não está avaliando a possibilidade de congelar tarifas. “Necessitamos de um reajuste”, disse ao jornal Folha de S. Paulo.

Embora nada esteja decidido, o executivo reconhece que poderá haver uma migração dos passageiros caso as tarifas se diferenciem. “Sempre que você tem descolamento é natural que exista um fluxo de transferência de usuários de um modal para outro.”

Nos últimos cinco anos, a tarifa de metrô, trens e de ônibus foi mantida no mesmo patamar — estratégia que deve mudar no próximo ano, com o anúncio do novo prefeito de manter a promessa e não aumentar a tarifa de ônibus no primeiro ano de seu mandato.

Segundo Nascimento, ainda é cedo para medir a quantidade de passageiros que podem mudar de transporte público em busca de uma economia. Mas, quanto maior for a diferença, maior a fuga.

Tarifa congelada

Para cumprir a promessa, o prefeito eleito pediu socorro financeiro a Michel Temer. De acordo com Doria, a manutenção da tarifa nos atuais R$3,80 causaria um impacto entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões para a prefeitura.

A reunião aconteceu em outubro e o prefeito diz que está confiante com a ajuda de Temer. “O presidente e o ministro Padilha vão levar [essa questão] à área econômica. Não foi um pleito de São Paulo, foi um pleito por São Paulo. [O transporte] é um problema que afeta todas cidades. Confio que o governo federal saberá olhar isso com generosidade e, sobretudo, com sentimento social, em um país que vive lamentavelmente essa situação de desemprego”, disse o prefeito em outubro.

Fonte: Brasil Post

Prefeitura de SP atrasa subsídios do transporte, diz empresas

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A Prefeitura de São Paulo vem atrasando os pagamentos dos subsídios para as empresas de ônibus na capital, segundo o Sindicato das empresas, o SPurbanuss. Os atrasos para as viações chegariam a R$ 200 milhões. De acordo com as empresas, a gestão Haddad repassou R$ 80 milhões na terça, 1, restando ainda R$ 120 milhões.

Em nota à imprensa, a Prefeitura criticou os empresários de ônibus. “Os empresários deste setor têm o hábito de se expressar de forma dramática, com o objetivo de provocar insegurança na população. Não é a primeira vez. A prefeitura reitera que não há nenhum atraso com relação às empresas concessionárias e permissionárias. Todos os pagamentos estão sendo feitos nas datas aprazadas nos contratos”, afirma a gestão municipal.

Recentemente a administração municipal remanejou por quatro vezes recursos para cobrir o déficit das tarifas, onde os recursos eram destinados a implantação e requalificação de corredores de ônibus. Em setembro todo valor de R$ 1,79 bilhão em subsídios que deveria durar até o final do ano foi esgotado.

Fonte: Via Trolebus

Fraude no bilhete único estudantil em São Paulo sobe 912%

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bilhete-unico-recarga-a-maquina-deve-estar-em-toda-a-frota-ate-o-final-do-ano-cesar-ogata-secomO número de cartões de bilhete único para estudantes cancelados cresceu 912,7% em um ano. Só até julho, 2.218 unidades haviam sido bloqueadas por uso indevido, ante 219 no mesmo período do ano passado. Os cancelamentos já superam todo o ano de 2015, quando 1,2 mil unidades foram bloqueadas ou apreendidas pela Prefeitura de São Paulo.

No mesmo período, o número de embarques com o uso do benefício praticamente dobrou. Em julho de 2015, foram 8,5 milhões de embarques e, em 2016, 16,2 milhões. Atualmente, 741 mil estudantes estão autorizados a receber o benefício. Os dados foram obtidos pelo Estado, por meio da Lei de Acesso à Informação.

Para combater as irregularidades, a Prefeitura estuda fotografar os estudantes que usam o bilhete único e comparar as imagens com as registradas no banco de dados da São Paulo Transporte (SPTrans), responsável pelo serviço. O modelo está em fase de testes.

O sistema já é usado para evitar o uso indevido do bilhete para idosos e para pessoas com deficiência. O portador é identificado por uma câmera instalada nos validadores, no interior dos coletivos. O equipamento, segundo a Prefeitura, ainda não funciona para os estudantes porque a demanda é muito grande e porque esse tipo de bilhete precisaria de atualização cadastral a cada semestre.

O passe livre estudantil foi anunciado por Haddad em dezembro de 2014 e implementado em janeiro do ano seguinte. Apesar do nome, o bilhete oferece número limitado de viagens, dependendo da quantidade de aulas em que os alunos estão matriculados, com o teto de oito embarques por dia. Participam do programa todos os estudantes da rede pública na capital e também os da rede privada de baixa renda.

Dos passes cancelados, 86 foram por constatação de “divergência” na declaração de baixa renda – de um total de 181 convocados no período para prestar esclarecimentos. Para identificar o problema, estudantes são chamados pela SPTrans para uma entrevista, a fim de comprovar os dados fornecidos. As convocações são feitas por meio de amostragem, segmentada por tipo de escola frequentada. Outros casos são relacionados a estudantes que não frequentam nenhuma instituição de ensino.

Expansão

Neste ano, até julho, o passe livre estudantil já custou R$ 380,7 milhões aos cofres públicos, média de R$ 54,3 milhões por mês. O valor já é quase três vezes maior do que o gasto até julho do ano passado – R$ 104,5 milhões. O custo considera a remuneração dos operadores, despesas com comercialização dos créditos e operação dos terminais de transferência e gerenciamento.

O presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes-SP), Caio Guilherme, disse que o controle do uso dos passes precisa ser feito pelas escolas. “Tem aluno que se matricula só para ter o benefício e depois sai. Eles precisam controlar a frequência e ver se o benefício está sendo usado por pessoas de má-fé.” A entidade apoia o programa, mas reclama das limitações por cotas mensais. “Da forma como é hoje, o aluno não pode usar nos fins de semana”, disse Guilherme.

Fonte: Jornal Metro

Haddad regulamenta desembarque de idosos, mulheres e transexuais fora do ponto de ônibus depois das 22h

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Entre as regras, está a proibição de desembarque fora do ponto em corredores exclusivos à esquerda

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad, por meio do decreto 57.399, regulamentou a lei que permite que mulheres, idosos com 60 anos desembarquem fora dos pontos de ônibus das 22 h às 5 h, inclusive nos sábados, domingos e feriados.

Apesar da aprovação da Lei 16490, em  15 de julho de 2016, não havia regras que disciplinassem esta possibilidade.

Segundo o decreto, travestis e mulheres transexuais também terão direito ao desembarque fora dos pontos.

Os idosos devem se identificar com RG ou o Bilhete Único do Idoso.

Está proibida a parada fora de pontos das 22h às 5h no caso de corredores que ficam à esquerda da via.

O decreto também abre possibilidade de o motorista recusar o pedido de parada, caso haja risco ao trânsito. No entanto, nessas situações, o desembarque deve ser realizado no local possível mais próximo ao solicitado. Também é proibido desembarque em viadutos, pontes e túneis.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

DECRETO Nº 57.399, DE 20 DE OUTUBRO DE 2016 Regulamenta a Lei nº 16.490, de 15 de julho de 2016

Fonte: Diário do Transporte

Doria pedirá verba a Temer para congelar tarifa de ônibus

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Prefeito eleito quer 500 milhões de reais do governo federal. ‘Tenho certeza de que ele será sensível para ajudar São Paulo’, diz

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta terça-feira que se encontrará com o presidente Michel Temer no próximo dia 25 para pedir um socorro do governo federal e permitir que a prefeitura congele a tarifa de ônibus em São Paulo no ano que vem. O tucano esteve no bairro Parelheiros para cumprimentar moradores e agradecer os votos recebidos.

Michel Temer e João Doria Jr
Michel Temer e João Doria Jr

O pedido será de 500 milhões de reais, afirmou Doria. No orçamento encaminhado pela Prefeitura à Câmara de Vereadores, já estão previstos 1,8 bilhão de reais para subsídios ao transporte público, conforme informou nesta manhã o secretário de Governo da prefeitura, Chico Macena.

“Tenho certeza que ele (Temer) será sensível para ajudar São Paulo, assim como São Paulo está ajudando ao não atualizar a tarifa contribuindo para a estabilidade inflacionária do país”, disse Doria.

Ele deverá viajar a Brasília para a audiência com Temer. Na ocasião, o tucano também irá participar de um encontro entre prefeitos do PSDB eleitos no primeiro turno no país.

Doria garantiu que a tarifa não sofrerá ajuste em 2017, buscando não aumentar o preço diante do quadro de desemprego na cidade. “2018 é outra história”, falou, emendando que com a recuperação econômica brasileira será possível avaliar uma revisão tarifária.

Fonte: Veja

Doria articula emendas para custear tarifa de ônibus em SP

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O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), negocia a ajuda de deputados federais da coligação que o levou à vitória para obter parte do dinheiro necessário para cumprir a promessa de não aumentar o valor da passagem de ônibus no ano que vem. Doria quer que os deputados destinem suas emendas parlamentares para a prefeitura custear o subsídio ao transporte público.

“Pedi aos nossos deputados que tragam recursos para São Paulo, principalmente nas áreas de saúde e de mobilidade, até para fazermos a suplementação de verba no caso da tarifa”, disse o prefeito eleito no domingo (9) pela manhã, em um encontro com cicloativistas.

Os deputados federais têm uma verba para emendas parlamentares de até R$ 16 milhões, em recursos do Tesouro federal. Por força de lei, metade desses recursos tem de ir para a saúde. Doria quer a outra metade.

Um dos deputados da base, Floriano Pesaro (PSDB), secretário estadual de Desenvolvimento Social, confirmou o recebimento do pedido. A ideia, já fechada, é que deputados que não estão exercendo o mandato no momento, como ele, retornassem ao Congresso para trabalhar na elaboração dessas emendas. “Foi um pedido do Doria. Vamos nos reunir amanhã [nesta segunda-feira´(10)] para criarmos uma sintonia a esse respeito”, informou o secretário.

O encontro será à noite e deve contar com a presença dos deputados federais tucanos Bruno Covas e Samuel Moreira, além dos secretários estaduais de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim (PPS), e de Habitação, Rodrigo Garcia (DEM).

Pesaro disse ainda que, normalmente, as emendas parlamentares da bancada paulista não vão para a cidade de São Paulo pelo fato de o orçamento do município já ser grande. “As emendas somem no meio desse bolo.” Mas, agora, o caso seria tratado de forma diferente graças ao pedido de Doria.

Pelas contas do prefeito eleito, a manutenção da tarifa no valor atual, que é de R$ 3,80, implicaria em um recurso extra de cerca de R$ 450 milhões. O valor gasto neste ano deve superar a casa dos R$ 2 bilhões. A iniciativa de Doria teria potencial para arrecadar cerca de 10% do valor necessário para cumprir a promessa.

Empresários do setor de ônibus, entretanto, estimam que a manutenção dos valores poderia resultar em uma pressão orçamentária de até R$ 1 bilhão a mais, fazendo os subsídios chegarem à casa dos R$ 3 bilhões.

Doria terá chances de reduzir a pressão por recursos se conseguir tocar, a curto prazo, a renovação da concessão do sistema de transportes da cidade, que poderia rever custos dos operadores.

A gestão Fernando Haddad (PT) não conseguiu fazer a licitação, primeiro por causa dos protestos de rua, em junho de 2013, e depois porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu a licitação que estava em andamento – o processo foi liberado antes do término das eleições, mas o petista declarou que não tocaria a licitação no fim do mandato.

Metrô

A expectativa de congelamento da tarifa de ônibus no ano que vem levou preocupação para o corpo técnico do Metrô, que em geral aumenta o valor da passagem nos mesmos índices que os coletivos.

A empresa estadual, que fechou com prejuízos de R$ 93 milhões no ano passado, já vem buscando incrementar as receitas acessórias (que não vêm da tarifa).

Entre as medidas adotadas estão concessões de terminais, a privatização da linha 5-lilás e a redução das despesas, com um Plano de Demissão Voluntária, para evitar novo desempenho negativo. Mesmo assim, técnicos da companhia dão como certa a necessidade de aumento de tarifas em 2017. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Fonte: UOL

Prefeitura de São Paulo libera faixas de ônibus para carros em feriado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Motoristas de São Paulo que trafegarem em faixas de ônibus em feriados não serão mais multados, conforme portaria publicada no “Diário Oficial” da cidade desta terça-feira (4), quando entrou em vigor. Até então, os condutores eram proibidos de circular nos dias de semana fosse ou não feriado.

Para os táxis, o que muda é que poderão circular sem passageiros nos corredores de ônibus das 20h às 6h em dias de semana e em todos os horários nos finais de semana e feriados. Até então, a permissão só valia para veículos com passageiros.

Na portaria, a prefeitura também renovou a autorização para carros de passeio circularem nos corredores de ônibus das 23h às 4h nos dias úteis e a partir das 15h de sábado até as 4h de segunda-feira. Nos feriados, os corredores também estão liberados para os carros.

Com relação aos locais com liberação para o tráfego, a Secretaria Municipal de Transporte, sob a gestão Fernando Haddad (PT) disse que incluiu o corredor Cupecê.

De acordo com o site Mobilidade Segura, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que mapeia as infrações de trânsito cometidas na cidade, entre janeiro e junho foram aplicadas quase 500 mil infrações a motoristas que invadiram vias exclusivas para ônibus. Em todo o ano de 2015, o número chegou a cerca de 300 mil.

“Isso deve ter sido uma colher de chá do prefeito que está indo embora”, ironizou Natalino Bezerra da Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, sobre a derrota do petista Haddad em sua tentativa de reeleição. Ao longo do ano, taxistas fizeram vários protestos contra o prefeito por causa da regulamentação de concorrentes, como o Uber.

Segundo Silva, a ampliação do uso de corredores para táxis sem passageiros já deveria ter ocorrido antes. “Ela ajuda, inclusive, o passageiro que está esperando o táxi chegar”, afirmou.

Para Antonio Matias, presidente do Simtetaxi, outro sindicato da categoria na capital, motoristas são beneficiados por circularem sem passageiros aos feriados, na volta de uma corrida do aeroporto de Guarulhos, por exemplo. (Folhapress)

Fonte: Valor Econômico

Falta de verba federal atrapalha transporte em SP, avaliam jornalistas

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Jornalistas da Folha analisaram as promessas dos candidatos à prefeitura de São Paulo. Presentes em todos os programas de governo dos políticos, a melhoria nos transportes é um dos principais problemas da cidade e a sua solução é complexa devido a falta de verbas.

“Principal maneira de cumprir melhorias no transporte é entregar os corredores de ônibus. Corredores à esquerda. Esses corredores não saíram do papel por um problema de falta de investimento. A ex-presidente Dilma Rousseff prometeu R$ 9 bilhões para o PAC São Paulo. Só chegou R$ 1 bi”, afirmou o repórter de ‘Cotidiano’ Giba Bergamin Jr,.

Fonte: Folha de S. Paulo

Haddad aprova lei que dá créditos pelo uso de bicicleta

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Agora é lei: ciclistas terão crédito em seus Bilhetes Únicos caso deixem de usar ônibus, segundo lei sancionada pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT).

A sanção foi publicada no “Diário Oficial” da Cidade ontem, quando foi celebrado o Dia Mundial Sem Carro.

O Programa Bike SP entrará em vigor no primeiro dia do ano que vem.

A regulamentação sai em 90 dias.

O benefício só valerá para quem tiver cadastro no Bilhete Único mensal, estudantil ou vale-transporte.

De acordo com o vereador José Police Neto (PSD), autor do projeto de lei 147/16, o programa objetiva incentivar o uso de bicicletas em atividades corriqueiras, como ir ao trabalho ou à escola, para desafogar o transporte público.

“Isso trará benefício e economia a todos.”

O passageiro ganha créditos e o poder público deixará de pagar o subsídio às empresas.

Fonte: Agora SP

Dívida de SP com empresas de ônibus sobe desde abril e chega a R$ 169 mi

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Relatórios da São Paulo Transporte (SPTrans) mostram escalada na dívida da Prefeitura com as empresas de ônibus. A diferença entre os valores devidos e os efetivamente pagos cresceu 414% desde abril, de R$ 33 milhões para R$ 169 milhões. A Prefeitura nega haver dívidas.

O crescimento do saldo devedor é acompanhado pelo fim da verba reservada no Orçamento para manter a frota de ônibus – que já era de R$ 1,7 bilhão, a maior da história. Até o fim do mês passado, faltando quatro meses para o término de 2016, 88% dos valores previstos já haviam sido usados.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), o último pagamento da Prefeitura foi feito em 28 de agosto. Os acertos que deveriam ter ocorrido na semana passada e na segunda-feira, 19, não foram realizados. Por ora, também de acordo com o SPUrbanuss, as empresas não estudam paralisar as atividades nem acionar a Prefeitura judicialmente. “Não vamos parar porque recebemos também passagens em dinheiro. Mas há empresas que já estão indo aos bancos para cobrir os custos diários”, disse um empresário.

Os relatórios financeiros da SPTrans, disponíveis no site da empresa, mostram que já houve situações em anos anteriores em que o mês fechou com débito. Mas, de abril para cá, todos os meses fecharam no vermelho, sem reduzir a dívida.

Eficiência

O aumento dos gastos com o transporte público (e da dívida) acontece em meio ao crescimento da política de gratuidades tocada pela Prefeitura. Os custos do subsídio arcam com os gastos, por exemplo, do passe livre estudantil, que começou a valer em março de 2015 para estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede pública e alunos de ensino superior e técnico com renda per capita de até 1,5 salário mínimo.

Em agosto deste ano (dado mais recente), 33 milhões de viagens foram feitas de forma gratuita com uso do passe livre. Em agosto do ano passado, foram 19 milhões. O dado, porém, não significa que pessoas sem acesso ao transporte passaram a andar de ônibus. Ao contrário: o mês de julho, também dado global mais recente, teve o menor número de viagens realizadas desde 2009, na comparação com o mesmo mês de cada ano. Foram 230 milhões. A frota atual da cidade, de 14.755 veículos, também é a menor dos últimos oito anos – reflexo de políticas de redução de linhas para cortar os custos operacionais.

Para o engenheiro de trânsito Creso de Franco Peixoto, da Fundação Educacional Inaciana (FEI), o pano de fundo desse aumento de custos é a política tarifária. “A política de restrição ao aumento das tarifas causou em São Paulo uma elevação da carga de subsídios”, afirma. Embora ele defenda que os custos da gratuidade estudantil sejam, na verdade, investimentos em educação, ele diz que só com políticas que garantam o financiamento dessa viagens é que poderiam ser tocadas.

O também consultor de mobilidade Flamínio Fischmann lembra que outras políticas municipais, além das gratuidades, vêm pressionando os custos – e a necessidade de financiamento. “Há a criação da rede de ônibus noturno, com 151 linhas, que tem remuneração diferente.”

O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, afirma que os pagamentos seguem o cronograma firmado com as empresas. “Não se impressione com os valores, uma vez que o sistema trata de bilhões de reais”, diz Tatto, ao afirmar que os débitos registrados nos relatórios serão quitados.

Tatto nega problema e fala em ‘crediário’

O secretário municipal de Transportes da gestão Fernando Haddad (PT), Jilmar Tatto, afirma que os débitos apontados nos sistemas da SPTrans com as empresas de ônibus serão quitados. “Você só tem débito com alguém se não faz o pagamento. Se você compra um bem no crediário, só tem de pagar dali a 30 dias. Estamos cumprindo todo o cronograma de pagamentos”, diz.

Tatto afirma que a Conta Sistema – que reúne todos os recursos obtidos com a venda de créditos do bilhete único – varia. “É como um colchão, que aumenta e diminui conforme os recursos entram e saem das contas. É normal cair (o pagamento) em uma data, depois normaliza”, minimiza.

Sobre o fim dos recursos do Tesouro para custear os ônibus, Tatto também reduz a importância do fato. “Esse problema não está colocado. Todo ano é assim e todo ano há recursos no Orçamento para garantir o pagamento”, afirma, ao apontar remanejamento de verbas entre as pastas da Prefeitura, mas sem indicar quais secretarias e programas perderão recursos para garantir o subsídio para a frota de ônibus.