TCM faz novos questionamentos e licitação de ônibus de SP segue suspensa

Publicado dia

O plenário do TCM – Tribunal de Contas do Município de São Paulo – incluiu 13 novos questionamentos sobre a licitação de ônibus da cidade. Ainda não há data para o prosseguimento da licitação.

As ressalvas são em relação a previsão de mais de renovação de 20 anos do contrato e à desapropriação das garagens de ônibus.

Leia a reportagem completa no Blog do Ponto de Ônibus, do jornalista Adamo Bazani, da rádio CBN.

Fonte: Blog do Ponto de Ônibus

Haddad concede benefício do transporte público gratuito para desempregados

Publicado dia

Prefeito regulamentou nesta terça-feira (10) o Bilhete Único Especial para desempregados; benefício é válido por 90 dias

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, regulamentou nesta terça-feira (10) o Bilhete Único Especial para desempregados na capital paulista. O decreto com a decisão foi publicado nesta terça-feira. Agora, após o fim do pagamento do seguro-desemprego, por um período de três a cinco meses, os trabalhadores que não conseguirem recolocação no mercado de trabalho terão 90 dias de acesso garantido ao transporte coletivo.

Em nota, a prefeitura informou que o Bilhete Único Especial do Trabalhador Desempregado não será renovável. “É pessoal e intransferível e será imediatamente cancelado se o beneficiário for admitido em novo emprego ou se houver uso indevido por terceiros.”

A medida, publicada no Diário Oficial da capital, vale para o sistema municipal de ônibus. A Secretaria Municipal de Transportes e a São Paulo Transporte S.A. definirão as normas de operação do bilhete, como o número de embarques diários permitidos, por exemplo, e fiscalizar sua utilização.

Câmara pode travar licitação em SP

Publicado dia

São Paulo – A novela envolvendo a nova licitação do transporte público de São Paulo ganhou mais um episódio. O vereador Adilson Amadeu (PTB) protocolou pedido de suspensão – via Tribunal de Contas do Município – do processo alegando “muitas irregularidades no edital”.

Entre elas, o vereador diz que o remanejamento do controle de terminais de ônibus – antes controlados em sua totalidade pela empresa Socicam – é um ponto que necessita maiores esclarecimentos. Outros vereadores também estariam dispostos a contestar a licitação.

“Os terminais de ônibus ficaram por 40 anos sendo administrados por uma empresa. Agora eles serão administrados pelas empresas de transportes e a licitação ainda permite que companhias de fora participem. Vejo muitas irregularidades nesse processo”, afirmou o petebista.

Amadeu também questiona a criação do Centro de Comando Operacional (CCO), proposto no edital, e que servirá para monitorar todo o sistema viário de um único local. A estimativa da secretaria é de que a empresa vencedora terá de desembolsar por volta de R$ 800 milhões para montar e equipar todo o órgão. “Eles estão montando uma sala de controles que custa R$ 800 milhões. Aonde que eles foram buscar isso? Em que lugar do mundo acontece desse jeito? Quem vai controlar esse Centro?”, questionou.

Conforme apurado, outros vereadores estudam entrar com pedidos de análise no TCM, por avaliarem que o edital deixa questões em aberto.

Ontem (29), foi realizada audiência sobre o orçamento da secretaria dos Transportes para 2016. O relator da peça, Milton Leite (DEM), argumentou que os terrenos declarados para utilidade pública, que servirão como garagem das frotas de empresas vencedoras, deveriam ser maleáveis à necessidade dos empresários.

“Como você impõe ao licitante que ele compre o terreno do jeito que está? Temos frotas de tamanhos diferentes e terrenos de tamanhos diferentes. Uma empresa pode pedir apenas metade do terreno, mas o decreto fala em comprar o terreno inteiro”, pontou Leite.

Diretor de Gestão Econômico-financeira da secretaria de Transportes, Adauto Farias, avalia que os terrenos serão comprados diretamente pelos concessionários, sem dinheiro da Prefeitura. Ao todo, são mais de 40 terrenos aguardando o resultado da licitação.

Fonte: ANTP

App de transporte público Trafi lança versão offline para mercado brasileiro

Publicado dia

O aplicativo de monitoramento  de transporte público Trafi lançou na última terça-feira (20) sua versão offline no Brasil, marcando a chegada oficial do serviço por aqui. Disponível por enquanto para moradores das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, o aplicativo permite que usuários de transporte público acompanhem em tempo real os horários e localização de ônibus e trens nas cidades.

O Brasil é o primeiro mercado fora da região do Leste Europeu no qual a startup lituana está desembarcando, na aposta que o sistema de transporte público ainda caótico de muitas cidades brasileiras traga novos usuários para a plataforma.

 “É um mercado enorme e o transporte público ainda é um problema em termos de confiabilidade e precisão”, afirmou ao Canaltech o CEO e cofundador da Trafi, Martynas Gudonavičius. “Além disso, os planos de dados ainda são caros, por isso nosso modo offline será a opção para usuários de transporte público de São Paulo e do Rio que quiserem um app que funciona sem internet”.

Apesar do lançamento do modo offline na semana passada, o Trafi já estava disponível no Brasil há seis meses, em um período de testes e localização do serviço. Por enquanto, a equipe do aplicativo por aqui ficará restrita a um gerente de comunidade local, mas Martynas não descarta expandir o time caso o app cresça nos próximos seis meses.

O executivo também afirma que outras cinco grandes cidades brasileiras estão no radar do app, mas não revela quais as datas de chegada da solução.  A expectativa é de atingir ao menos um milhão de usuários ativos por mês em um ano.

O app não é o primeiro a fornecer o serviço no país. Existem por aqui serviços como o seu principal concorrente, Moovit, além de apps brasileiros como o “Cadê o Ônibus” e “Vá de Ônibus”, mas a startup da Letônia tem uma carta na manga para ganhar terreno por aqui: o modo offline. Apesar de não conseguir estimar horário de chegada ou acompanhar o trajeto em tempo real quando estiver desconectado, o app ainda permite ao usuário conferir os horários de passagem do transporte, pontos próximos e, em breve, poderá traçar rotas também sem o uso da internet.

“Nós temos uma precisão melhor graças às nossas ferramentas internas que usamos para enriquecer os dados. Além disso, nós somos os únicos no país com um modo offline, o que é realmente importante quando a cobertura de 3G e 4G é fraca ou quando você está no subsolo”, afirmou Martynas.

O desembarque no Brasil faz parte de uma estratégia de expansão global da empresa, que recebeu um aporte de US$ 6,5 milhões em maio deste ano liderado pela Octopus Investments e está aproveitando o capital para se firmar em novas cidades, principalmente entre mercados emergentes com problemas de transporte público. Entre potenciais próximos alvos da Trafi estão países como a Índia e o México.

Por enquanto a empresa não está monetizando sua plataforma, mas está focando no crescimento. Apesar disso, a companhia já está trabalhando em conjunto com autoridades locais e tem um time dedicado ao fornecimento de informações adquiridas através de dados obtidos com o Trafi. A ideia é que esses dados possam ajudar prefeituras e órgãos de transporte público na otimização de seus ônibus e trens, conforme as indicações de demanda do app. Fornecer esses dados como um serviço seria um possível modelo de negócio para a companhia, de forma similar ao negócio de empresas como o Waze.

Fonte: CanalTech.com.br

Norte Buss contribui para o sucesso do Teleton 2015

Publicado dia

O Teleton 2015 aconteceu no último final de semana, dias 23 e 24 de outubro, e a Norte Buss deu sua contribuição para ajudar as crianças da AACD.

Na décima oitava edição do Teleton, a Norte Buss cedeu nos dois dias do evento, o total de 52 ônibus para fazer o transporte dos voluntários responsáveis por receberem as ligações de doações até suas casas ao final do expediente durante a madrugada, período com poucas opções de transporte público.

O Vice-Presidente Paulo Roberto dos Santos e o Diretor-Financeiro Valdi Batista de Figueiredo foram os representantes da empresa na entrevista concedida em rede nacional pelo SBT.

A Norte Buss agradece enormemente todos os seus associados, motoristas e equipe operacional que se dedicaram para a realização deste trabalho.

O Teleton 2015 ficou no ar por 28 horas ininterruptas em prol da AACD e alcançou o montante de R$ 31 milhões, recorde histórico do evento, superando a meta de R$ 26 milhões. Este valor servirá para a manutenção de todas as unidades da instituição espalhadas pelo Brasil.

Clique nas imagens para visualizar em tamanho ampliado.

Fotos: Sidnei Santos

Prefeitura de SP atrasa repasses e deve R$ 92 mi às empresas de ônibus

Publicado dia

A previsão era de viabilizar R$ 1,4 bilhão com subsídios. Entretanto, esse valor não correspondeu à realidade das contas

A Prefeitura de São Paulo já tem uma dívida de R$ 92 milhões com as empresas de ônibus pelo trabalho realizado entre os dias 7 e 12 deste mês, devido a um atraso nos repasses. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, esse montante é gerado pela diferença entre a receita obtida com a tarifa e os pagamentos contratuais previstos para as companhias de transportes.

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) diz que irá aumentar os subsídios ao sistema em 2015. Algo que, na prática, significa que a Prefeitura terá que remanejar dinheiro de outras áreas. Como lembra o jornal, os atrasos acontecem dez meses depois do último reajuste da tarifa, de R$ 3 para R$ 3,50.

Os repasses são feitos todos os dias, até cinco dias úteis depois da prestação dos serviços. A previsão era de viabilizar R$ 1,4 bilhão com subsídios. Entretanto, de acordo com a Folha, esse valor não correspondeu à realidade das contas e, por essa razão, não havia mais verbas disponíveis já este mês.

Em nota, a SPUrbanuss (sindicato das empresas concessionárias de ônibus) afirmou que o atrasou fez com que as companhias apresentassem dificuldade para honrar seus compromissos. Porém, negava a possibilidade de problemas na operação.

Fonte: Notícias ao Minuto – Brasil

Clique aqui para mais informações no site da Folha de S. Paulo.

Prefeitura publica edital de licitação de ônibus em SP; veja detalhes

Publicado dia

Empresas deverão entregar envelopes com propostas em 18 de novembro.
Frota deverá ter idade média de, no máximo, cinco anos, segundo edital.

A Prefeitura de São Paulo publicou na tarde desta quinta-feira (15) o novo edital de licitação para contratar o serviço de ônibus da cidade pelos próximos 20 anos. Ele detalha medidas que as empresas precisarão adotar para vencer a concorrência, como a idade da frota, divisão das linhas e remuneração das empresas. Confira os principais pontos:

IDADE DA FROTA
Os ônibus não podem ter fabricação superior a 10 anos. A frota para prestação dos serviços deverá ter idade média de, no máximo, cinco anos.

WI-FI
A concessionária deverá instalar sistema wi-fi, pontos de carga de baterias de celulares e letreiros eletrônicos nos novos veículos. Para os veículos usados, as empresas terão o prazo de até oito meses, contados a partir da assinatura do contrato, para a implantação do wi-fi.

AR CONDICIONADO
Todos os tipos de veículos devem estar equipados com ar condicionado. O veículo deverá estar equipado com mostrador digital de temperatura interna, com ajuste pré-programado, sem possibilidade de alteração durante a operação do serviço.

PISO BAIXO
O chassi ou plataforma do veículo deve ter como característica construtiva, o
rebaixamento total ou parcial do piso do compartimento de passageiros.

ACESSIBILIDADE
Para que o veículo de piso baixo permita a acessibilidade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, ele deve possuir rampa de acionamento motorizado ou manual; e sistema de movimentação vertical da suspensão. Nas situações em que não seja possível a utilização de veículos de piso baixo, em decorrência de impedimentos técnicos operacionais, os veículos de piso alto devem estar equipados com Plataforma Elevatória Veicular.

OPINIÃO DO USUÁRIO
A opinião do usuário deverá ser considerada na remuneração das empresas. Ela vai ser considerada ao lado de quesitos como passageiros transportados; cumprimento regular das viagens e disponibilidade da frota. As ganhadoras da licitação serão aquelas que ofereceram valores mais atrativos pela realização do serviço. A Parcela de Produtividade do sistema será calculada com base em 70% provenientes da pesquisa de satisfação dos usuários e 30% do Índice de Qualidade do Transporte (IQT).

PRAZO DE CONCESSÃO
O prazo da concessão será de 20 anos, contados da data da assinatura do contrato, prorrogável pelo mesmo período.

REMUNERAÇÃO DAS EMPRESAS
A Prefeitura de São Paulo prevê gastar R$ 7 bilhões por ano com o serviço. A previsão é que a taxa interna de retorno das empresas em relação ao investimento feito seja de 9,97%, menor que os 15% do atual contrato.

TARIFA
Segundo a SPTrans, ganhará a licitação a empresa que oferecer o maior desconto no serviço ofertado. A remuneração dos operadores é dissociada da política tarifária estabelecida pela Prefeitura e os critérios que estabelecem reajustes de tarifa não serão alterados. A Prefeitura prevê continuar usando recursos públicos para subsidiar a tarifa. Atualmente,  a passagem custa R$ 3,50.

CENTRO DE CONTROLE
Tudo será controlado eletronicamente por dispositivos instalados nos ônibus e por um centro de controle (CCO) a ser construído pelas empresas.

RESERVA TÉCNICA
A concessionária deverá manter disponível um percentual de 7% de veículos como reserva técnica, respeitando a proporcionalidade de cada tipo de veículo. A medida é necessária para manter os 100% da frota caso haja necessidade de manutenção dos veículos.

grupoestrutural

VALORES CONTRATO
Os valores contratuais estimados, por lote de concessão, são:

Lote Valor estimado do contrato R$
E1 6.391.293.131
E2 7.425.520.821
E3 5.339.552.382
E4 7.470.640.342
E5 1.412.302.835

DIVISÃO DAS LINHAS
O novo serviço de transporte será dividido em linhas estruturais, regionais e locais. As nove áreas da capital paulista que hoje têm como marca uma determinada cor nos ônibus passarão a ter diferentes configurações dependendo do tipo de linha.

A rede “estrutural” será responsável por linhas que ocuparão as maiores avenidas da cidade e que ligarão os bairros da cidade e vão conectar a periferia ao Centro.

A cidade terá também uma rede que será chamada de “articulação regional”, que vai ligar bairros e centralidades de interesse regional e ainda bairros ao Centro sem passar pelas grandes avenidas do município. Além disso, uma rede de distribuição local atenderá a população nas ruas menores dentro dos bairros.

MAIS VIAGENS E MENOS ÔNIBUS
O edital prevê um aumento no número de viagens em 17% – das atuais 186 mil para 217 mil. A ideia é otimizar o sistema e reduzir o número de ônibus nas ruas. O número de veículos operando vai cair em quase 2 mil unidades. Serão 12.898 ônibus, menos que os atuais 14.812, uma redução de 13%.

A melhor administração do serviço pretendida pela administração municipal passa pela nova divisão do serviço em três sistemas: estrutural, regional e local. A rede “estrutural” será responsável por linhas que ocuparão as maiores avenidas da cidade e que ligarão os bairros da cidade e vão conectar a periferia ao Centro. Nessa rede, a Prefeitura quer usar de forma intensa os ônibus biarticulados com grande capacidade.

Por isso, a Prefeitura estima que o novo serviço vai oferecer 14% mais lugares do que a atual frota – um aumento de de 996 mil para 1,1 milhão.

GARAGENS
As atuais garagens usadas pelas empresas de ônibus serão desapropriadas. Segundo o prefeito Haddad, as empresas vencedoras da nova licitação poderão ser responsáveis pelo processo de desapropriação.

INÍCIO DA OPERAÇÃO
Após a assinatura do contrato, a concessionária terá o prazo máximo de até 30 dias, para início da operação dos serviços concedidos.

PRAZOS
Os envelopes com as propostas comerciais deverão ser entregues no dia 18 de novembro, até as 13h. A sessão pública de abertura dos envelopes terá início às 14h.

CONTRATAÇÃO DE PESSOAL
A concessionária deverá ter como prioridade a contratação de funcionários que atualmente trabalham no sistema municipal de transporte.

Fonte: Globo.com

A relação do brasileiro com o transporte público em 5 fatos

Publicado dia

Em quatro anos, a percepção dos brasileiros sobre a qualidade do transporte público oferecido em todas as regiões do país piorou. É o que revela a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita pelo Ibope, que acaba de ser lançada.

Os problemas de capilaridade e frequência do serviço lideram no número de queixas.

Para 50% dos que nunca ou raramente usam o serviço, o transporte público seria melhor se a oferta de linhas alcançasse todas as regiões da cidade e que os veículos não atrasassem tanto, por exemplo.

Confira, em 5 gráficos, como os brasileiros usam e avaliam o transporte público:

1. Usar transporte público está pior no Brasil 

Pelo menos, segundo a avaliação dos entrevistados pela pesquisa da CNI. Para 70% deles, a qualidade do transporte público varia de regular a péssimo. Há quatro anos, metade compartilhava tal opinião.

A pesquisa revela que, na prática, apenas um quarto dos entrevistados avaliam de maneira positiva a modalidade – em 2011, eram mais de 30% dos brasileiros neste grupo.

As regiões Norte e Centro-Oeste lideram no número de queixas. Nesses locais, metade dos moradores entrevistados pela sondagem avalia o transporte público como ruim ou péssimo. Na região Sul, em contraste, 31% consideram a modalidade como ótima ou boa.

EXAME.com/Montagem

Qualidade do transporte público por região

2. Quem usa ônibus passa mais tempo no trânsito 

De acordo com a pesquisa, os usuários de ônibus são os que gastam mais de duas horas por dia em seus deslocamentos diários. Veja gráfico:

Montagem/EXAME.com

Tempo deslocamento diário - Transporte

Ao todo, 31% dos brasileiros gastam mais de uma hora por dia em seus deslocamentos diários – em 2011, 26% dos entrevistados integravam tal grupo.


3. Um quarto dos brasileiros usa ônibus para ir ao trabalho

No total, quase 40% dos entrevistados pela pesquisa usam o transporte público para chegar ao trabalho. O carro está na terceira posição: 19% dos profissionais usam veículo próprio para se deslocar. Veja as principais modalidades:

EXAME.com/Montagem

Principal meio de transporte para ir ao trabalho

4. Nas cidades pequenas, brasileiros preferem andar a pé

Mais de 40% dos brasileiros que vivem em cidades com até 20 mil habitantes andam a pé. Nos municípios com mais de 100 mil moradores, o transporte público é a preferência de 35% das pessoas.

Montagem/EXAME.com

Porte da cidade e modalidade de transporte -

5. Homens usam mais carro dos que as mulheres

O carro é a modalidade de transporte mais usada pelos homens brasileiros, segundo a pesquisa. As mulheres, por sua vez, andam mais de ônibus e a pé:

EXAME.com/Montagem

Meio de transporte por gêneroAs entrevistas foram realizadas entre 5 e 8 de setembro, com 2.002 pessoas de 142 municípios brasileiros.

Fonte: Exame

Multas para quem invade faixa de ônibus sobem 271%

Publicado dia

Foram mais de 838 mil autuações nos seis primeiros semestres de 2015 na capital paulista

Por: Caio Colagrande
caio.castro@diariosp.com.br

Entre 2013, primeiro ano da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT),  e 2015, explodiram as multas por dirigir sobre a faixa exclusiva de ônibus em São Paulo. De acordo com dados da Lei de Acesso à Informação, só nos seis primeiros meses deste ano foram mais de 838 mil autuações para motoristas por infrações desse tipo. No mesmo período de 2013 foram 225 mil punições a condutores infratores – ou seja, um crescimento de 271%.

A diferença para 2014 também é grande: 527 mil anotações de janeiro a junho, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Já os números mensais mostram, em média, 37,6 mil multas anotadas pelos agentes de trânsito em 2013. Em 2015, esse número saltou para 139,7 mil. Como as multas aplicadas nesse período foram no valor antigo (veja mais ao lado), pelo menos R$ 4,46 milhões foram arrecadados pela Prefeitura só nesse tipo de infração.

De acordo com o especialista em trânsito Valmir Fernandes, do Ceat (Centro de Estudos Avançados de Trânsito), existem duas explicações para a alta. “Houve um aumento na fiscalização, com os agentes da SPTrans também anotando infrações dos motoristas.”

A segunda hipótese é a cultural falta de respeito no trânsito. “O que existe é o desrespeito à legislação. Acho que boa parte dos motoristas cometem muitas infrações porque não acreditam na fiscalização. Fala-se muito da indústria da multa, mas os motoristas também colaboram bastante.”

Na visão de quem usa a faixa todos os dias legalmente, seria possível a convivência entre ônibus e carros. Essa é a opinião do motorista  de ônibus Mauro Marques Mareco, de 56 anos. “Falta educação no trânsito. Acho que as pessoas deveriam fazer o possível para colaborar no trânsito. Deveríamos orientar as pessoas já na escola.”

PEGADINHA/ Há casos, porém, nos quais o motorista é surpreendido por falhas de sinalização. “Principalmente nos bairros, a via ficou mais afunilada. Aí o carro invade mesmo a faixa de ônibus”, disse Mauro, saindo em defesa dos colegas que estão nos carros.

Na Avenida São Miguel, por exemplo, na Zona Leste, a faixa exclusiva funciona  entre 17h e 20h. Porém, a operação muda logo adiante e, sem avisar o motorista com antecedência, passa a funcionar das 6h às 20h. Alguns metros depois, a faixa termina. Ontem, a reportagem flagrou pelo menos dois automóveis trafegando por ali no horário restrito.

Já na Avenida Cruzeiro do Sul, em Santana, Zona Norte, também falta sinalização para indicar a existência de uma faixa dupla bem em frente ao terminal de ônibus do bairro. Tanto os motoristas que acessam lateralmente a avenida, quanto os que já estavam nela,  se deparam com duas faixas exclusivas, sem aviso prévio.

Nesses casos, segundo Fernandes, a aplicação de multas é ilegal. “Todas as faixas de devem ser sinalizadas, explicando o horário em que funcionam”, disse. “O Código de Trânsito diz que, quando falta sinalização, não se pode multar.”

MOTORISTAS DE ÔNIBUS RECLAMAM DE DESRESPEITO DOS MOTORISTAS/ É unânime: na opinião dos motoristas de ônibus, atrapalha – e muito – a presença do carro nas faixas exclusivas.

O condutor André Júnior, de 42 anos, acredita que  tudo uma questão de segurança. Ele diz já ter até se envolvido em um acidente com um carro que estava onde não deveria. “Às vezes você está na faixa ou no corredor, e o carro está parado ao lado. De repente ele sai, sem aviso. Para isso terminar em colisão é rapidinho”, afirmou.

Já o motorista José Ferreira, 63, reclama da pressa com que os carros andam hoje na capital paulista. “Na hora da pressa, os carros invadem mesmo, o que passa na cabeça eles fazem. Se você buzina, te respondem com algum gesto (mal educado). E tem hora que atrapalha muito, porque você poderia já estar em outro ponto”, lamentou.

Quem se sentir prejudicado tem direito a entrar com recurso. “Já que foi feita a autuação, deve-se fazer um recurso explicando que no local há defeito de sinalização e, se possível, incluir fotos comprovando isso”, explicou o especialista.

RESPOSTA DA CET/ De acordo com a CET, o maior número de fiscais atuando nas ruas foi o principal responsável pelo considerável aumento das multas. “Entre os fatores que explicam o crescimento no número de autuações, além do descumprimento do Código de Trânsito Brasileiro por parte dos motoristas, está o rigor da fiscalização, em especial quanto à invasão de faixas exclusivas e corredores de ônibus”, afirmou em nota. “Para a fiscalização, há 1.850 agentes da CET, 690 da SPTrans, além de 4.200 Guardas Civis Municipais. No início da atual gestão, eram 467 locais fiscalizados por radar, atualmente são 890 localidades. Os equipamentos podem monitorar, de acordo com a característica do local, a velocidade, desrespeito a semáforo, rodízio, restrição a circulação de caminhões e veículos de fretamento”, completou. A CET explicou ainda que, com as faixas , aumentou as velocidades dos coletivos e caiu o índice de congestionamento em toda a cidade de São Paulo.

Fonte: Diário de São Paulo